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Daniel 9

NTB-BR-2026-11-04

No primeiro ano de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, que havia sido constituído rei sobre o reino dos caldeus, no primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, compreendi pelos livros o número de anos que, segundo a palavra do SENHOR ao profeta Jeremias, deveriam se cumprir para a desolação de Jerusalém: setenta anos. Voltei meu rosto para o Senhor Deus, para buscá-lo com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinzas. Orei ao SENHOR, meu Deus, e confessei: “Ah, Senhor, Deus grande e temível, que guardas a aliança e o amor fiel para com os que te amam e guardam teus mandamentos! Pecamos, cometemos iniquidade, agimos com maldade, nos rebelamos e nos afastamos dos teus mandamentos e das tuas ordenanças. Não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que falaram em teu nome aos nossos reis, aos nossos príncipes, aos nossos pais e a todo o povo da terra. A ti, Senhor, pertence a justiça; a nós, a vergonha no rosto, como acontece hoje: aos homens de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo o Israel, aos de perto e aos de longe, em todas as terras para onde os expulsaste por causa da infidelidade que cometeram contra ti. SENHOR, a nós pertence a vergonha no rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes e aos nossos pais, porque pecamos contra ti. Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a compaixão e o perdão, embora tenhamos nos rebelado contra ele e não tenhamos obedecido à voz do SENHOR, nosso Deus, para andar nas suas leis, que ele nos deu por meio dos seus servos, os profetas. Todo o Israel transgrediu a tua lei e se afastou, recusando-se a obedecer à tua voz. Por isso, foram derramados sobre nós a maldição e o juramento escritos na Lei de Moisés, servo de Deus, pois pecamos contra ele. Ele cumpriu as palavras que pronunciou contra nós e contra os juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós uma grande calamidade. Debaixo de todos os céus, nunca aconteceu algo como o que aconteceu em Jerusalém. Como está escrito na Lei de Moisés, toda essa calamidade veio sobre nós. Mesmo assim, não buscamos o favor do SENHOR, nosso Deus, para nos afastarmos das nossas iniquidades e atendermos à tua verdade. O SENHOR esteve vigilante e trouxe sobre nós a calamidade, pois o SENHOR, nosso Deus, é justo em todas as obras que fez, e nós não obedecemos à sua voz. Agora, Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa e fizeste para ti um nome que permanece até hoje: pecamos e agimos com maldade. Senhor, segundo todos os teus atos de justiça, afasta, por favor, a tua ira e o teu furor da tua cidade, Jerusalém, o teu santo monte. Pois, por causa dos nossos pecados e das iniquidades dos nossos pais, Jerusalém e o teu povo se tornaram motivo de desprezo para todos os que nos rodeiam. Agora, nosso Deus, ouve a oração do teu servo e as suas súplicas. Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu santuário desolado, por amor do Senhor. Meu Deus, inclina teu ouvido e ouve! Abre teus olhos e vê nossas desolações e a cidade sobre a qual é invocado o teu nome. Não apresentamos nossas súplicas diante de ti por causa dos nossos atos de justiça, mas por causa das tuas muitas misericórdias. Senhor, ouve! Senhor, perdoa! Senhor, atende e age! Não demores, por amor de ti mesmo, meu Deus, pois o teu nome é invocado sobre a tua cidade e sobre o teu povo”. Eu ainda falava, orava, confessava o meu pecado e o pecado do meu povo Israel e apresentava minha súplica diante do SENHOR, meu Deus, pelo santo monte do meu Deus. Eu ainda falava em oração quando o homem Gabriel, que eu havia visto na visão anterior, veio voando rapidamente e me tocou, por volta da hora da oferta da tarde. Ele me instruiu e me disse: “Daniel, agora vim para lhe dar compreensão e entendimento. No início das suas súplicas, saiu uma palavra, e eu vim para anunciá-la a você, pois você é muito amado. Preste atenção à palavra e entenda a visão. Setenta semanas foram determinadas sobre o seu povo e sobre a sua cidade santa para pôr fim à transgressão, selar os pecados, expiar a iniquidade, trazer a justiça eterna, selar a visão e o profeta e ungir o Lugar Santíssimo. Saiba e entenda: desde a saída da ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém até um príncipe ungido haverá sete semanas. Durante sessenta e duas semanas, ela voltará a ser construída, com praça e fosso, mas em tempos de angústia. Depois das sessenta e duas semanas, um ungido será eliminado e não terá nada. O povo de um príncipe que virá destruirá a cidade e o santuário. Seu fim será com uma inundação, e até o fim haverá guerra; desolações foram decretadas. Ele firmará uma aliança com muitos por uma semana e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de cereal. Sobre uma asa de abominações virá um devastador, até que a destruição completa que foi decretada se derrame sobre o devastador”.

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