Nova Tradução BibliaTodo

João 19

NTB-BR-2026-11-04

Então Pilatos tomou Jesus e mandou açoitá-lo. Os soldados trançaram uma coroa de espinhos, colocaram na cabeça dele e o vestiram com um manto de púrpura. Eles se aproximavam dele e diziam: “Salve, rei dos judeus!” E lhe davam bofetadas. Pilatos saiu novamente e lhes disse: “Vejam, eu o trago para fora, para que vocês saibam que não encontro nele crime algum”. Então Jesus saiu, usando a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Pilatos lhes disse: “Eis o homem!” Quando os principais sacerdotes e os guardas o viram, gritaram: “Crucifique! Crucifique!” Pilatos lhes disse: “Levem-no vocês e o crucifiquem, pois não encontro nele crime algum”. Os judeus lhe responderam: “Nós temos uma lei, e, segundo essa lei, ele deve morrer, porque se fez Filho de Deus”. Quando Pilatos ouviu essas palavras, ficou com ainda mais medo. Entrou novamente no pretório e perguntou a Jesus: “De onde você é?” Mas Jesus não lhe respondeu. Então Pilatos lhe disse: “Você não fala comigo? Não sabe que tenho autoridade para soltar você e autoridade para crucificá-lo?” Jesus lhe respondeu: “Você não teria nenhuma autoridade sobre mim se não lhe tivesse sido dada do alto. Por isso, quem me entregou a você tem maior pecado”. A partir disso, Pilatos procurava soltá-lo. Mas os judeus gritaram: “Se você soltar esse homem, não é amigo de César. Todo aquele que se faz rei se opõe a César”. Ao ouvir essas palavras, Pilatos levou Jesus para fora e se sentou no tribunal, no lugar chamado Pavimento de Pedras, em hebraico, Gabatá. Era o dia da Preparação da Páscoa, cerca do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: “Eis o rei de vocês!” Eles gritaram: “Fora! Fora! Crucifique-o!” Pilatos lhes perguntou: “Vou crucificar o rei de vocês?” Os principais sacerdotes responderam: “Não temos rei senão César”. Então Pilatos o entregou a eles para ser crucificado. E eles tomaram Jesus. Carregando sua própria cruz, Jesus saiu para o chamado Lugar da Caveira, que em hebraico se chama Gólgota. Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos também escreveu uma inscrição e a colocou na cruz. Nela estava escrito: “Jesus, o Nazareno, o rei dos judeus”. Muitos judeus leram essa inscrição, porque o lugar onde Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. Estava escrita em hebraico, latim e grego. Então os principais sacerdotes dos judeus diziam a Pilatos: “Não escreva: ‘O rei dos judeus’, mas que ele disse: ‘Sou rei dos judeus’”. Pilatos respondeu: “O que escrevi, escrevi”. Depois de crucificar Jesus, os soldados pegaram as roupas dele e as dividiram em quatro partes, uma para cada soldado. Pegaram também a túnica, que não tinha costura, tecida de cima a baixo numa só peça. Então disseram uns aos outros: “Não vamos rasgá-la. Vamos tirar a sorte para ver de quem será”. Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura: “Repartiram entre si minhas roupas e tiraram a sorte sobre minha veste”. Foi isso que os soldados fizeram. Junto à cruz de Jesus estavam sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Clopas e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e o discípulo a quem amava, que estava ali, disse à mãe: “Mulher, aí está seu filho”. Depois disse ao discípulo: “Aí está sua mãe”. E, desde aquela hora, o discípulo a recebeu em sua casa. Depois disso, sabendo que tudo já estava cumprido, Jesus disse, para que se cumprisse a Escritura: “Tenho sede”. Havia ali um recipiente cheio de vinho azedo. Então ensoparam uma esponja no vinho azedo, prenderam-na a um ramo de hissopo e a levaram à boca dele. Depois de tomar o vinho azedo, Jesus disse: “Está consumado”. Então inclinou a cabeça e entregou o espírito. Como era o dia da Preparação, os judeus pediram a Pilatos que as pernas dos crucificados fossem quebradas e os corpos retirados, para que não ficassem na cruz durante o sábado, pois aquele sábado era um dia de grande solenidade. Então os soldados foram e quebraram as pernas do primeiro e do outro que havia sido crucificado com Jesus. Mas, quando chegaram a Jesus e viram que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. Um dos soldados, porém, perfurou o lado dele com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água. Quem viu isso deu testemunho, e seu testemunho é verdadeiro. Ele sabe que diz a verdade, para que vocês também creiam. Pois essas coisas aconteceram para que se cumprisse a Escritura: “Nenhum dos seus ossos será quebrado”. E outra Escritura diz: “Olharão para aquele que perfuraram”. Depois disso, José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, mas em segredo por medo dos judeus, pediu a Pilatos para retirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Então ele foi e retirou o corpo. Nicodemos, que antes havia procurado Jesus à noite, também foi, levando cerca de trinta e três quilos de uma mistura de mirra e aloés. Eles pegaram o corpo de Jesus e o envolveram em panos de linho com as especiarias, conforme o costume dos judeus para o sepultamento. No lugar onde Jesus havia sido crucificado havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo, onde ninguém ainda havia sido colocado. Por ser o dia da Preparação dos judeus, e porque o túmulo ficava perto, foi ali que colocaram Jesus.

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