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Atos 7

NTB-BR-2026-11-04

Então o sumo sacerdote perguntou: “Essas coisas são assim?”. Estêvão respondeu: “Irmãos e pais, escutem. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão quando ele estava na Mesopotâmia, antes de morar em Harã, e lhe disse: ‘Saia da sua terra e do meio dos seus parentes e venha para a terra que eu lhe mostrarei’. Então ele saiu da terra dos caldeus e foi morar em Harã. De lá, depois da morte de seu pai, Deus o trouxe para esta terra em que vocês agora vivem. Deus não lhe deu nenhuma herança nela, nem sequer um metro quadrado. Mas prometeu dar-lhe a terra como propriedade, a ele e à sua descendência depois dele, embora ele ainda não tivesse filho. Deus lhe falou assim: seus descendentes viveriam como estrangeiros em terra alheia, onde seriam escravizados e maltratados durante quatrocentos anos. ‘Mas eu julgarei a nação à qual eles servirem como escravos’, disse Deus. ‘Depois disso, eles sairão e me prestarão culto neste lugar’. E lhe deu a aliança da circuncisão. Assim, Abraão gerou Isaque e o circuncidou no oitavo dia; Isaque gerou Jacó, e Jacó gerou os doze patriarcas. Os patriarcas, por inveja de José, o venderam para o Egito. Mas Deus estava com ele e o livrou de todas as suas aflições. Deu-lhe favor e sabedoria diante do faraó, rei do Egito, que o nomeou governador do Egito e de toda a sua casa. Então veio fome sobre todo o Egito e Canaã, e houve grande aflição. Nossos antepassados não encontravam alimento. Quando Jacó soube que havia cereais no Egito, enviou nossos antepassados para lá pela primeira vez. Na segunda vez, José se deu a conhecer a seus irmãos, e o faraó ficou sabendo da família de José. José mandou chamar Jacó, seu pai, e toda a sua família, setenta e cinco pessoas. Jacó desceu ao Egito. Ali morreram ele e nossos antepassados. Foram transportados para Siquém e colocados no túmulo que Abraão havia comprado por uma quantia em prata dos filhos de Hamor, em Siquém. À medida que se aproximava o tempo da promessa que Deus havia feito a Abraão, o povo crescia e se multiplicava no Egito, até que surgiu outro rei no Egito, que não conhecia José. Ele agiu com astúcia contra o nosso povo e maltratou nossos antepassados, obrigando-os a abandonar os seus recém-nascidos para que não sobrevivessem. Naquele tempo nasceu Moisés, que era belo aos olhos de Deus. Ele foi criado por três meses na casa de seu pai. Quando foi abandonado, a filha do faraó o recolheu e o criou como seu próprio filho. Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios e era poderoso em suas palavras e ações. Quando completou quarenta anos, veio-lhe ao coração visitar seus irmãos, os filhos de Israel. Ao ver um deles sendo maltratado, ele o defendeu e vingou o oprimido, matando o egípcio. Ele pensava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes dava libertação por meio dele, mas eles não entenderam. No dia seguinte, apareceu a eles enquanto brigavam e tentou reconciliá-los, dizendo: ‘Homens, vocês são irmãos! Por que maltratam uns aos outros?’. Mas o que maltratava o próximo o empurrou, dizendo: ‘Quem nomeou você governante e juiz sobre nós? Você quer me matar, como matou ontem o egípcio?’. Ao ouvir isso, Moisés fugiu e foi viver como estrangeiro na terra de Midiã, onde teve dois filhos. Depois de quarenta anos, um anjo lhe apareceu no deserto do monte Sinai, na chama de fogo de uma sarça. Ao ver aquilo, Moisés ficou admirado com a visão. Quando se aproximava para observar, ouviu-se a voz do Senhor: ‘Eu sou o Deus dos seus antepassados, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó’. Moisés começou a tremer e não ousava olhar. O Senhor lhe disse: ‘Tire as sandálias dos pés, pois o lugar onde você está é terra santa. Certamente vi a opressão do meu povo no Egito e ouvi o seu gemido, e desci para libertá-lo. Agora venha, eu enviarei você ao Egito’. Foi esse Moisés, a quem rejeitaram dizendo: ‘Quem nomeou você governante e juiz?’, que Deus enviou como governante e libertador, com a ajuda do anjo que lhe apareceu na sarça. Ele os conduziu para fora, realizando prodígios e sinais na terra do Egito, no mar Vermelho e no deserto durante quarenta anos. Foi esse Moisés que disse aos filhos de Israel: ‘Deus levantará para vocês, dentre os seus irmãos, um profeta como eu’. Foi ele que esteve na assembleia no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai e com nossos antepassados; ele recebeu palavras vivas para nos transmitir. Mas nossos antepassados não quiseram lhe obedecer. Pelo contrário, o rejeitaram e, em seus corações, voltaram para o Egito, dizendo a Arão: ‘Faça para nós deuses que vão à nossa frente, pois não sabemos o que aconteceu com esse Moisés que nos tirou da terra do Egito’. Naqueles dias, fizeram um bezerro, ofereceram sacrifício ao ídolo e se alegraram com as obras das próprias mãos. Mas Deus se afastou e os entregou ao culto do exército do céu, como está escrito no livro dos profetas:
‘Acaso vocês me ofereceram vítimas e sacrifícios por quarenta anos no deserto, ó casa de Israel?
Vocês carregaram a tenda de Moloque e a estrela do deus Raifã, as imagens que fizeram para adorá-las.
Por isso eu os levarei para o exílio além de Babilônia’.
Nossos antepassados tinham no deserto a tenda do testemunho, como havia ordenado aquele que falou a Moisés, para que a fizesse segundo o modelo que havia visto. Nossos antepassados a receberam e a trouxeram com Josué, ao tomarem posse das terras das nações que Deus expulsou de diante deles. Assim foi até os dias de Davi, que encontrou favor diante de Deus e pediu para encontrar uma morada para o Deus de Jacó. Mas foi Salomão quem lhe construiu uma casa. O Altíssimo, porém, não habita em lugares feitos por mãos humanas, como diz o profeta: ‘O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés.
Que casa vocês construirão para mim, diz o Senhor, ou qual será o lugar do meu descanso?
Não foi a minha mão que fez todas estas coisas?’. Duros de cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos! Vocês sempre resistem ao Espírito Santo. Assim como os seus antepassados, vocês também! A qual dos profetas os seus antepassados não perseguiram? Mataram os que anunciaram de antemão a vinda do Justo, de quem agora vocês se tornaram traidores e assassinos, vocês que receberam a lei por disposição de anjos e não a guardaram!”. Ao ouvirem isso, ficaram furiosos em seus corações e rangiam os dentes contra ele. Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou fixamente para o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus. E disse: “Vejam! Estou vendo os céus abertos e o Filho do Homem de pé à direita de Deus!”. Então eles gritaram em alta voz, taparam os ouvidos e avançaram todos juntos contra ele. Expulsaram-no da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas puseram seus mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. Enquanto apedrejavam Estêvão, ele invocava o Senhor, dizendo: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito”. Então se ajoelhou e clamou em alta voz: “Senhor, não lhes atribuas este pecado!”. E, depois de dizer isso, adormeceu.

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