Nova Tradução BibliaTodo

Ester 3

NTB-BR-2026-11-04

Depois desses acontecimentos, o rei Assuero engrandeceu Hamã, filho de Hamedata, o agagita, e o exaltou, colocando seu assento acima do de todos os oficiais que estavam com ele. Todos os servos do rei que estavam à porta do rei se curvavam e se prostravam diante de Hamã, pois assim o rei havia ordenado a respeito dele. Mas Mardoqueu não se curvava nem se prostrava. Os servos do rei que estavam à porta do rei perguntaram a Mardoqueu: “Por que você desobedece à ordem do rei?” Falavam com ele dia após dia, mas ele não lhes dava ouvidos. Então contaram a Hamã, para ver se as palavras de Mardoqueu se sustentariam, pois ele lhes havia dito que era judeu. Quando Hamã viu que Mardoqueu não se curvava nem se prostrava diante dele, encheu-se de ira. Pareceu-lhe pouco pôr as mãos apenas em Mardoqueu, pois lhe haviam informado a que povo Mardoqueu pertencia. Por isso, Hamã procurou exterminar todos os judeus que havia em todo o reino de Assuero, o povo de Mardoqueu. No primeiro mês, o mês de nisã, no décimo segundo ano do rei Assuero, lançou-se o pur, isto é, a sorte, diante de Hamã, para cada dia e cada mês. A escolha recaiu sobre o décimo segundo mês, o mês de adar. Hamã disse ao rei Assuero: “Há um povo disperso e separado entre os povos de todas as províncias do seu reino. Suas leis são diferentes das de todos os outros povos, e eles não cumprem as leis do rei. Não convém ao rei deixá-los em paz. Se parecer bem ao rei, que se decrete sua destruição. Eu entregarei, por peso, cerca de trezentas e quarenta toneladas de prata aos encarregados do serviço, para que as levem ao tesouro real”. O rei tirou o anel de sua mão e o deu a Hamã, filho de Hamedata, o agagita, inimigo dos judeus. O rei disse a Hamã: “A prata é sua, e o povo também, para que faça com ele o que lhe parecer bem”. No dia treze do primeiro mês, foram convocados os escribas do rei. Escreveu-se tudo o que Hamã havia ordenado aos sátrapas do rei, aos governadores de cada província e aos chefes de cada povo, a cada província em sua escrita e a cada povo em sua língua. O documento foi escrito em nome do rei Assuero e selado com o anel do rei. As cartas foram enviadas por mensageiros a todas as províncias do rei, para destruir, matar e exterminar todos os judeus, dos jovens aos velhos, crianças e mulheres, num só dia: o dia treze do décimo segundo mês, o mês de adar, e para saquear seus bens. Uma cópia do documento deveria ser promulgada como lei em cada província e divulgada a todos os povos, para que estivessem preparados para aquele dia. Os mensageiros saíram às pressas, por ordem do rei, e o decreto foi promulgado na fortaleza de Susã. O rei e Hamã se sentaram para beber, enquanto a cidade de Susã estava perplexa.

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