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Hebreus 7

NTB-BR-2026-11-04

Pois este Melquisedeque, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, saiu ao encontro de Abraão quando ele voltava da matança dos reis e o abençoou. A ele Abraão também deu a décima parte de tudo. Seu nome significa, primeiro, “rei de justiça”; depois, ele é também rei de Salém, isto é, “rei de paz”. Sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida, mas feito semelhante ao Filho de Deus, permanece sacerdote continuamente. Considerem como era grande aquele a quem Abraão, o patriarca, deu a décima parte dos despojos. Os descendentes de Levi que recebem o sacerdócio têm, segundo a lei, a ordem de cobrar o dízimo do povo, isto é, dos seus irmãos, embora também tenham saído dos lombos de Abraão. Mas aquele cuja genealogia não é contada entre eles recebeu o dízimo de Abraão e abençoou aquele que tinha as promessas. E, sem qualquer discussão, o menor é abençoado pelo maior. Aqui recebem dízimos pessoas que morrem; ali, porém, aquele de quem se dá testemunho de que vive. E, por assim dizer, também Levi, que recebe os dízimos, pagou dízimo por meio de Abraão, pois Levi ainda estava nos lombos do seu antepassado quando Melquisedeque saiu ao encontro de Abraão. Se, portanto, a perfeição fosse alcançada por meio do sacerdócio levítico — pois sob ele o povo recebeu a lei —, que necessidade haveria ainda de surgir outro sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque, em vez de ser chamado segundo a ordem de Arão? Pois, quando se muda o sacerdócio, necessariamente ocorre também mudança de lei. Pois aquele de quem se dizem essas coisas pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar. Pois é evidente que o nosso Senhor surgiu de Judá, tribo a respeito da qual Moisés nada disse sobre sacerdotes. E isso se torna ainda mais evidente se surge outro sacerdote à semelhança de Melquisedeque, que se tornou sacerdote não segundo a lei de uma exigência física, mas segundo o poder de uma vida indestrutível. Pois dele se dá este testemunho: “Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque”. Assim, o mandamento anterior é anulado por causa da sua fraqueza e inutilidade, pois a lei nada aperfeiçoou; mas é introduzida uma esperança melhor, por meio da qual nos aproximamos de Deus. E, na medida em que isso não aconteceu sem juramento — pois os outros se tornaram sacerdotes sem juramento, mas ele com juramento, por aquele que lhe disse: “O Senhor jurou e não se arrependerá: ‘Tu és sacerdote para sempre’” —, nessa mesma medida Jesus se tornou garantia de uma aliança melhor. Os outros se tornaram sacerdotes em grande número, porque a morte os impedia de permanecer; mas ele, porque permanece para sempre, possui um sacerdócio permanente. Por isso, pode também salvar completamente os que se aproximam de Deus por meio dele, pois vive sempre para interceder por eles. Pois era de tal sumo sacerdote que precisávamos: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e exaltado acima dos céus. Ele não precisa, como os sumos sacerdotes, oferecer sacrifícios todos os dias, primeiro pelos próprios pecados e depois pelos do povo, pois fez isso uma vez por todas, ao oferecer a si mesmo. Pois a lei constitui como sumos sacerdotes homens sujeitos à fraqueza; mas a palavra do juramento, posterior à lei, constitui o Filho, aperfeiçoado para sempre.

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