Nova Tradução BibliaTodo

Hebreus 9

NTB-BR-2026-11-04

Ora, a primeira aliança também tinha normas de culto e um santuário terreno. Pois foi preparado um tabernáculo cuja primeira parte, onde estavam o candelabro, a mesa e os pães da presença, é chamada Lugar Santo. Além do segundo véu ficava a parte do tabernáculo chamada Santo dos Santos, que tinha o altar de ouro para o incenso e a arca da aliança, toda revestida de ouro. Nela havia um vaso de ouro com o maná, a vara de Arão que havia brotado e as tábuas da aliança. Acima dela estavam os querubins da glória, que faziam sombra sobre o propiciatório. Dessas coisas não é possível falar agora em detalhes. Estando essas coisas assim preparadas, os sacerdotes entram continuamente na primeira parte do tabernáculo para realizar os serviços do culto. Mas na segunda entra somente o sumo sacerdote, uma vez por ano, e não sem sangue, que oferece por si mesmo e pelos pecados que o povo cometeu por ignorância. Com isso o Espírito Santo mostra que o caminho para o santuário ainda não foi revelado enquanto o primeiro tabernáculo permanece de pé. Isso é um símbolo para o tempo presente, segundo o qual se oferecem dádivas e sacrifícios que não podem aperfeiçoar, quanto à consciência, aquele que presta culto. São apenas normas sobre alimentos, bebidas e diversas lavagens: exigências referentes ao corpo, impostas até o tempo da reforma. Cristo, porém, veio como sumo sacerdote dos bens que já chegaram e, por meio do tabernáculo maior e mais perfeito, não feito por mãos humanas, isto é, que não pertence a esta criação, entrou uma vez por todas no santuário, não por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo seu próprio sangue, tendo obtido redenção eterna. Pois, se o sangue de bodes e de touros e a cinza de uma novilha, aspergida sobre os contaminados, santificam para a purificação do corpo, quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo espírito eterno, ofereceu a si mesmo sem mancha a Deus, purificará a nossa consciência das obras mortas para servirmos ao Deus vivo! Por isso ele é mediador de uma nova aliança, para que, tendo ocorrido uma morte para a redenção das transgressões cometidas sob a primeira aliança, os chamados recebam a promessa da herança eterna. Pois, onde há testamento, é necessário comprovar a morte de quem o fez. Pois um testamento tem validade quando há morte, já que nunca entra em vigor enquanto vive quem o fez. Por isso, nem mesmo a primeira aliança foi inaugurada sem sangue. Pois, depois de anunciar a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, Moisés tomou o sangue dos bezerros com água, lã escarlate e hissopo, e aspergiu o próprio livro e todo o povo, dizendo: “Este é o sangue da aliança que Deus ordenou a vocês”. Da mesma forma, aspergiu com sangue o tabernáculo e todos os utensílios do culto. E, segundo a lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue; sem derramamento de sangue não há perdão. Era necessário, portanto, que as representações das coisas que estão nos céus fossem purificadas com esses meios, mas as próprias coisas celestiais, com sacrifícios melhores do que esses. Pois Cristo não entrou num santuário feito por mãos humanas, representação do verdadeiro, mas no próprio céu, para se apresentar agora diante de Deus a nosso favor. Nem entrou para oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote entra todos os anos no santuário com sangue alheio. Se assim fosse, ele teria de sofrer muitas vezes desde a fundação do mundo. Mas agora, na consumação das eras, manifestou-se uma única vez para remover o pecado por meio do seu sacrifício. E, assim como está estabelecido que os seres humanos morram uma só vez, e depois disso vem o juízo, assim também Cristo, tendo sido oferecido uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá pela segunda vez, sem relação com o pecado, para a salvação dos que o aguardam com anseio.

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