Nova Tradução BibliaTodo

Atos 16

NTB-BR-2026-11-04

Paulo chegou também a Derbe e a Listra. Havia ali um discípulo chamado Timóteo, filho de uma mulher judia que era crente, mas de pai grego. Os irmãos de Listra e de Icônio davam bom testemunho dele. Paulo quis que ele o acompanhasse e o circuncidou por causa dos judeus daqueles lugares, pois todos sabiam que seu pai era grego. Ao passarem pelas cidades, entregavam as decisões tomadas pelos apóstolos e pelos anciãos em Jerusalém, para que fossem observadas. Assim, as igrejas se fortaleciam na fé e cresciam em número a cada dia. Eles atravessaram a região da Frígia e da Galácia, pois o Espírito Santo os havia impedido de anunciar a palavra na Ásia. Ao chegarem perto da Mísia, tentaram ir para a Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lhes permitiu. Passaram pela Mísia e desceram a Trôade. Durante a noite, Paulo teve uma visão: um homem da Macedônia estava de pé e lhe suplicava: “Venha à Macedônia e nos ajude!”. Depois que ele teve essa visão, procuramos partir imediatamente para a Macedônia, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar a boa notícia. Então zarpamos de Trôade e navegamos diretamente para Samotrácia; no dia seguinte, chegamos a Neápolis e de lá fomos a Filipos, cidade principal daquela região da Macedônia e colônia romana. Permanecemos alguns dias nessa cidade. No sábado, saímos pelo portão da cidade e fomos à beira do rio, onde pensávamos haver um lugar de oração. Sentamo-nos e falamos às mulheres que estavam reunidas. Uma mulher chamada Lídia, vendedora de tecidos de púrpura, da cidade de Tiatira, que adorava a Deus, nos escutava. O Senhor abriu o seu coração para que desse atenção ao que Paulo dizia. Depois de ser batizada com os da sua casa, ela nos suplicou: “Se vocês me consideram fiel ao Senhor, venham ficar em minha casa”. E insistiu até nos convencer. Quando íamos ao lugar de oração, uma escrava que tinha um espírito de adivinhação veio ao nosso encontro. Com suas adivinhações, ela dava muito lucro aos seus senhores. Ela seguia Paulo e a nós, gritando: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e anunciam a vocês o caminho da salvação”. Ela fazia isso por muitos dias. Paulo, muito incomodado, voltou-se e disse ao espírito: “Eu ordeno a você, em nome de Jesus Cristo, que saia dela!”. E ele saiu naquele mesmo instante. Quando os senhores dela viram que sua esperança de lucro havia ido embora, agarraram Paulo e Silas e os arrastaram à praça, diante das autoridades. Apresentaram-nos aos magistrados e disseram: “Estes homens são judeus e estão perturbando a nossa cidade. Eles anunciam costumes que nós, sendo romanos, não podemos aceitar nem praticar”. A multidão se levantou unida contra eles, e os magistrados lhes arrancaram as roupas e mandaram que fossem golpeados com varas. Depois de lhes darem muitos golpes, lançaram-nos na prisão e ordenaram ao carcereiro que os guardasse com segurança. Ao receber essa ordem, ele os colocou na parte mais interna da prisão e prendeu os pés deles no tronco. Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os presos os escutavam. De repente, houve um grande terremoto, que abalou os alicerces da prisão. No mesmo instante, todas as portas se abriram, e as correntes de todos se soltaram. O carcereiro acordou e, vendo as portas da prisão abertas, sacou a espada e estava prestes a se matar, pensando que os presos haviam fugido. Mas Paulo gritou em alta voz: “Não faça mal a si mesmo! Estamos todos aqui!”. Ele pediu luzes, entrou correndo e, tremendo, caiu diante de Paulo e Silas. Então os levou para fora e perguntou: “Senhores, o que devo fazer para ser salvo?”. Eles responderam: “Creia no Senhor Jesus, e você e os da sua casa serão salvos”. E anunciaram a palavra do Senhor a ele e a todos os que estavam em sua casa. Naquela mesma hora da noite, ele os levou consigo e lavou as feridas deles. Imediatamente foi batizado, ele e todos os seus. Então os levou para sua casa, pôs-lhes a mesa e se alegrou com toda a sua casa por ter crido em Deus. Quando amanheceu, os magistrados enviaram os oficiais de justiça com a ordem: “Solte aqueles homens”. O carcereiro comunicou essas palavras a Paulo: “Os magistrados mandaram soltar vocês. Agora, portanto, saiam e vão em paz”. Mas Paulo lhes disse: “Eles nos espancaram publicamente, sem condenação, e nos lançaram na prisão, sendo nós cidadãos romanos. E agora querem nos mandar embora às escondidas? De modo nenhum! Que venham eles mesmos nos tirar daqui”. Os oficiais de justiça comunicaram essas palavras aos magistrados. Eles tiveram medo ao saber que eram cidadãos romanos. Então vieram e lhes fizeram um apelo; tiraram-nos para fora e pediram que deixassem a cidade. Depois de saírem da prisão, foram à casa de Lídia. Viram os irmãos, os encorajaram e partiram.

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