Nova Tradução BibliaTodo

Atos 21

NTB-BR-2026-11-04

Depois de nos separarmos deles, zarpamos e navegamos diretamente para Cós; no dia seguinte, chegamos a Rodes e de lá a Pátara. Encontramos um navio que atravessava para a Fenícia, embarcamos e zarpamos. Quando avistamos Chipre, deixamos a ilha à esquerda e navegamos para a Síria. Desembarcamos em Tiro, pois ali o navio ia descarregar sua carga. Encontramos os discípulos e ficamos ali sete dias. Eles diziam a Paulo, pelo Espírito, que não fosse a Jerusalém. Quando se completaram aqueles dias, saímos e continuamos a viagem. Todos nos acompanharam para fora da cidade, com suas mulheres e filhos. Ajoelhados na praia, oramos e nos despedimos uns dos outros. Então embarcamos no navio, e eles voltaram para suas casas. Concluímos a travessia de Tiro e chegamos a Ptolemaida. Saudamos os irmãos e ficamos um dia com eles. No dia seguinte, partimos e chegamos a Cesareia. Entramos na casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, e ficamos com ele. Ele tinha quatro filhas virgens que profetizavam. Enquanto permanecíamos ali por vários dias, desceu da Judeia um profeta chamado Ágabo. Ele veio até nós, tomou o cinto de Paulo, amarrou os próprios pés e mãos e disse: “Assim diz o Espírito Santo: ‘Desta maneira, os judeus em Jerusalém amarrarão o homem a quem pertence este cinto e o entregarão nas mãos dos gentios’”. Quando ouvimos isso, tanto nós como os daquele lugar suplicamos a Paulo que não subisse a Jerusalém. Então Paulo respondeu: “O que vocês estão fazendo, chorando e partindo meu coração? Pois estou pronto não apenas para ser preso, mas também para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus”. Como ele não se deixava convencer, paramos de insistir e dissemos: “Seja feita a vontade do Senhor”. Depois daqueles dias, fizemos os preparativos e subimos a Jerusalém. Alguns discípulos de Cesareia também foram conosco e nos levaram a Mnasom, natural de Chipre e discípulo desde os primeiros tempos, em cuja casa iríamos nos hospedar. Quando chegamos a Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria. No dia seguinte, Paulo foi conosco visitar Tiago, e todos os anciãos estavam presentes. Depois de saudá-los, contou uma por uma as coisas que Deus havia feito entre os gentios por meio do seu ministério. Ao ouvirem isso, glorificavam a Deus e lhe disseram: “Você vê, irmão, quantas dezenas de milhares de judeus creram, e todos são zelosos da lei. Mas eles foram informados de que você ensina todos os judeus que vivem entre os gentios a abandonar Moisés, dizendo que não circuncidem os filhos nem sigam os costumes. O que fazer, então? Certamente saberão que você chegou. Portanto, faça o que lhe dizemos. Temos aqui quatro homens que fizeram um voto. Leve-os com você, purifique-se com eles e pague as despesas deles, para que rapem a cabeça. Assim todos saberão que não há verdade alguma nas informações que receberam a seu respeito e que você mesmo vive guardando a lei. Quanto aos gentios que creram, já lhes enviamos nossa decisão: que se abstenham do que foi sacrificado aos ídolos, do sangue, da carne de animais estrangulados e da imoralidade sexual”. Então Paulo levou aqueles homens e, no dia seguinte, depois de se purificar com eles, entrou no templo, anunciando quando se completariam os dias da purificação e seria apresentada a oferta por cada um deles. Quando os sete dias estavam para terminar, os judeus da Ásia o viram no templo, agitaram toda a multidão e o agarraram, gritando: “Homens de Israel, ajudem! Este é o homem que ensina a todos, em toda parte, contra o povo, contra a lei e contra este lugar. Além disso, trouxe gregos para dentro do templo e profanou este lugar santo”. Pois antes haviam visto Trófimo, o efésio, com ele na cidade e supunham que Paulo o havia levado para dentro do templo. Toda a cidade se agitou, e o povo correu para lá. Agarraram Paulo e o arrastaram para fora do templo, e imediatamente as portas foram fechadas. Enquanto procuravam matá-lo, chegou ao comandante da coorte a notícia de que toda Jerusalém estava em confusão. Ele levou imediatamente soldados e centuriões e correu até eles. Quando viram o comandante e os soldados, pararam de espancar Paulo. Então o comandante se aproximou, prendeu-o e mandou que fosse amarrado com duas correntes. Perguntava quem era ele e o que havia feito. Na multidão, uns gritavam uma coisa, e outros, outra. Como não conseguia saber ao certo por causa do tumulto, ordenou que Paulo fosse levado ao quartel. Quando ele chegou às escadas, os soldados tiveram de carregá-lo por causa da violência da multidão, pois o povo o seguia gritando: “Acabem com ele!”. Quando estava para ser levado para dentro do quartel, Paulo disse ao comandante: “Posso lhe dizer uma coisa?”. Ele perguntou: “Você sabe grego? Então você não é o egípcio que, algum tempo atrás, provocou uma revolta e levou para o deserto os quatro mil homens dos sicários?”. Paulo respondeu: “Sou judeu de Tarso, na Cilícia, cidadão de uma cidade importante. Por favor, permita que eu fale ao povo”. Com a permissão dele, Paulo ficou de pé nas escadas e fez sinal com a mão ao povo. Fez-se um grande silêncio, e ele lhes falou em língua hebraica, dizendo:

Direitos e atribuição

Bíblia Sagrada, Nova Tradução BibliaTodo (NTB-BR). Publicada por BibliaTodo Bible Society, selo editorial da BibliaTodo LLC.