Nova Tradução BibliaTodo

Jeremias 4

NTB-BR-2026-11-04

“Se você voltar, Israel”, declara o SENHOR, “volte para mim.
Se afastar de minha presença suas abominações e não tornar a se desviar,
e jurar: ‘Tão certo como vive o SENHOR’, com verdade, juízo e justiça, então as nações se abençoarão nele e nele se gloriarão.” Pois assim diz o SENHOR aos homens de Judá e a Jerusalém: “Lavrem a terra não cultivada e não semeiem entre espinhos. Circuncidem-se para o SENHOR e removam os prepúcios de seus corações, homens de Judá e habitantes de Jerusalém, para que minha ira não irrompa como fogo e arda sem que ninguém a apague, por causa da maldade de suas ações.” Anunciem em Judá, façam ouvir em Jerusalém e digam: “Toquem a trombeta na terra!”
Gritem com força e digam: “Reúnam-se, e entremos nas cidades fortificadas!”
“Ergam uma bandeira em direção a Sião!
Busquem refúgio, não parem, pois eu trago do norte uma calamidade e uma grande destruição.
Um leão saiu de sua mata fechada;
um destruidor de nações se pôs em marcha.
Saiu de seu lugar para deixar sua terra desolada.
Suas cidades ficarão em ruínas, sem habitantes.”
Por isso, vistam pano de saco, lamentem e gemam, pois a ira ardente do SENHOR não se afastou de nós. “Naquele dia”, declara o SENHOR, “o rei e os governantes perderão a coragem;
os sacerdotes ficarão horrorizados, e os profetas, atônitos.”
Então eu disse: “Ah, Senhor DEUS!
De fato, enganaste por completo este povo e Jerusalém, dizendo: ‘Vocês terão paz’, quando a espada chega à própria vida!”
Naquele tempo se dirá a este povo e a Jerusalém: “Um vento abrasador das colinas nuas do deserto vem na direção da filha do meu povo, não para joeirar nem para limpar. Um vento forte demais para isso virá de minha parte.
Agora também eu pronunciarei juízos contra eles.”
Vejam! Ele sobe como as nuvens;
seus carros são como um vendaval, e seus cavalos são mais velozes que as águias.
Ai de nós!
Fomos saqueados!
Jerusalém, lave da maldade o seu coração para que seja salva!
Até quando seus pensamentos perversos se abrigarão dentro de você?
Pois uma voz anuncia desde Dã e proclama a calamidade desde os montes de Efraim. Façam saber às nações!
Anunciem a respeito de Jerusalém: “De uma terra distante vêm os que a sitiam, levantando a voz contra as cidades de Judá.
Eles a cercam como guardas de um campo, pois ela se rebelou contra mim”, declara o SENHOR. “Sua conduta e suas ações trouxeram isso sobre você.
Esta é a sua desgraça: como é amarga!
Como chega até o seu coração!”
Minhas entranhas!
Minhas entranhas!
Eu me contorço de dor!
As paredes do meu coração!
Meu coração se agita dentro de mim.
Não posso me calar, pois você ouviu, minha alma, o som da trombeta, o grito de guerra.
Anuncia-se desastre após desastre, pois toda a terra foi devastada.
De repente minhas tendas foram destruídas;
num instante, minhas cortinas.
Até quando verei a bandeira e ouvirei o som da trombeta? “Pois o meu povo é insensato e não me conhece.
São filhos tolos, sem entendimento.
São sábios para fazer o mal, mas não sabem fazer o bem.”
Olhei para a terra, e ela estava sem forma e vazia;
para os céus, e não tinham luz.
Olhei para os montes, e tremiam;
todas as colinas se abalavam.
Olhei, e não havia ser humano algum;
todas as aves dos céus tinham fugido.
Olhei, e a terra fértil era um deserto;
todas as suas cidades tinham sido derrubadas diante do SENHOR, diante de sua ira ardente.
Pois assim diz o SENHOR: “Toda a terra ficará desolada, mas não a destruirei por completo. Por isso a terra ficará de luto, e os céus acima se escurecerão, pois eu falei e decidi.
Não mudei de ideia nem voltarei atrás.”
Ao som dos cavaleiros e dos arqueiros, toda a cidade foge.
Entram nas matas e sobem nos rochedos.
Todas as cidades estão abandonadas, e não há ninguém morando nelas.
E você, devastada, o que fará?
Ainda que se vista de escarlate, se adorne com joias de ouro e faça os olhos parecerem maiores com pintura, em vão você se embeleza.
Seus amantes a desprezam e procuram tirar sua vida.
Pois ouvi um grito como o de uma mulher em trabalho de parto, a angústia de quem dá à luz o primeiro filho.
É a voz da filha de Sião, que geme ofegante e estende as mãos: “Ai de mim!
Minha vida desfalece diante dos assassinos!”

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