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Jeremias 51
NTB-BR-2026-11-04
Não poupem seus jovens;
destruam por completo todo o seu exército. Cairão mortos na terra dos caldeus e traspassados em suas ruas.” Pois Israel e Judá não ficaram viúvos de seu Deus, do SENHOR dos Exércitos, embora sua terra esteja cheia de culpa contra o Santo de Israel. Fujam do meio de Babilônia, e salve cada um a própria vida!
Não pereçam por sua culpa, pois é o tempo da vingança do SENHOR;
ele está dando a ela o seu pagamento. Babilônia era uma taça de ouro na mão do SENHOR, que embriagava toda a terra.
As nações beberam de seu vinho;
por isso as nações enlouqueceram. De repente Babilônia caiu e se despedaçou.
Lamentem por ela!
Peguem bálsamo para sua dor;
talvez seja curada. “Tentamos curar Babilônia, mas ela não foi curada.
Abandonem-na, e vamos cada um para sua terra, pois seu juízo chegou aos céus e se elevou até as nuvens.” “O SENHOR trouxe nossa justiça à luz.
Venham, contemos em Sião a obra do SENHOR, nosso Deus.” Afiem as flechas!
Preparem os escudos!
O SENHOR despertou o espírito dos reis da Média, pois seu propósito contra Babilônia é destruí-la.
Esta é a vingança do SENHOR, a vingança por seu templo. Levantem um estandarte contra as muralhas de Babilônia!
Reforcem a guarda, coloquem sentinelas e preparem as emboscadas!
Pois o SENHOR planejou e fez o que falou contra os habitantes de Babilônia. Você que mora junto a muitas águas, rica em tesouros, chegou seu fim, o limite de sua cobiça. O SENHOR dos Exércitos jurou por si mesmo: “Certamente encherei você de homens como gafanhotos, e eles lançarão contra você gritos de vitória.” Ele fez a terra com seu poder, estabeleceu o mundo com sua sabedoria e estendeu os céus com seu entendimento. Quando faz ouvir sua voz, as águas retumbam nos céus.
Ele faz subir as nuvens dos confins da terra, faz os relâmpagos para a chuva e tira o vento de seus depósitos. Todo ser humano é insensato e sem conhecimento;
todo ourives fica envergonhado por seu ídolo.
Sua imagem fundida é mentira, e esses ídolos não têm fôlego. São vazios, obra de engano;
quando chegar seu castigo, perecerão. A porção de Jacó não é como eles, pois ele é quem formou todas as coisas, inclusive a tribo de sua herança.
SENHOR dos Exércitos é o seu nome. “Você é meu martelo e minhas armas de guerra.
Com você despedaçarei nações, e com você destruirei reinos. Com você despedaçarei o cavalo e seu cavaleiro;
com você despedaçarei o carro de guerra e seu condutor. Com você despedaçarei o homem e a mulher;
com você despedaçarei o idoso e o menino;
com você despedaçarei o jovem e a virgem. Com você despedaçarei o pastor e seu rebanho;
com você despedaçarei o lavrador e sua junta de bois;
com você despedaçarei governadores e magistrados. Pagarei a Babilônia e a todos os habitantes da Caldeia todo o mal que fizeram em Sião, diante dos olhos de vocês, declara o SENHOR. Estou contra você, monte destruidor, declara o SENHOR, que destrói toda a terra.
Estenderei minha mão contra você, farei você rolar das rochas e o tornarei um monte queimado. Não tirarão de você pedra de esquina nem pedra para alicerces, pois será uma desolação para sempre, declara o SENHOR.” Levantem um estandarte na terra!
Toquem a trombeta entre as nações!
Consagrem nações contra ela, convoquem contra ela os reinos de Ararate, Mini e Asquenaz!
Nomeiem um comandante contra ela;
façam subir cavalos como gafanhotos eriçados! Consagrem contra ela as nações, os reis da Média, seus governadores, todos os seus magistrados e toda a terra de seu domínio! A terra treme e se contorce, pois se cumprem contra Babilônia os propósitos do SENHOR, de tornar a terra de Babilônia uma desolação sem habitantes. Os guerreiros de Babilônia deixaram de lutar e ficaram nas fortalezas.
Sua força se esgotou, e se tornaram como mulheres.
Suas moradas foram incendiadas, seus ferrolhos foram quebrados. Um correio corre ao encontro de outro, e um mensageiro ao encontro de outro, para anunciar ao rei da Babilônia que sua cidade foi conquistada de um extremo ao outro. As passagens do rio foram ocupadas, os caniçais foram queimados, e os homens de guerra ficaram aterrorizados. Pois assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: “A filha de Babilônia é como uma eira no tempo de ser pisada;
daqui a pouco chegará para ela o tempo da colheita.” “Nabucodonosor, rei da Babilônia, nos devorou e nos esmagou;
fez de nós um vaso vazio.
Engoliu-nos como um monstro, encheu seu ventre com minhas iguarias e nos expulsou. A violência feita a mim e à minha carne caia sobre Babilônia”, dirá a moradora de Sião.
“Meu sangue caia sobre os habitantes da Caldeia”, dirá Jerusalém. Por isso, assim diz o SENHOR: “Vou defender sua causa e vingá-la.
Secarei o mar dela e farei secar seu manancial. Babilônia se tornará montes de ruínas, morada de chacais, motivo de horror e de assobios, sem habitantes. Juntos rugirão como leões jovens, rosnarão como filhotes de leão. Quando estiverem acalorados, prepararei seu banquete e os embriagarei, para que exultem, durmam um sono eterno e não despertem, declara o SENHOR. Eu os farei descer como cordeiros para a matança, como carneiros junto com bodes. Como Sesaque foi conquistada, e capturada a glória de toda a terra!
Como Babilônia se tornou motivo de horror entre as nações! O mar subiu sobre Babilônia;
ela foi coberta pela multidão de suas ondas. Suas cidades se tornaram uma desolação, uma terra seca e deserta, uma terra onde ninguém mora e por onde nenhum ser humano passa. Castigarei Bel em Babilônia e tirarei de sua boca o que engoliu.
As nações não mais afluirão a ele;
também a muralha de Babilônia caiu. Saiam do meio dela, meu povo, e salve cada um a própria vida do ardor da ira do SENHOR! Não desfaleça seu coração, nem tenham medo das notícias ouvidas na terra.
Num ano virá uma notícia, e no ano seguinte outra notícia;
haverá violência na terra e governante contra governante. Por isso vêm dias em que castigarei as imagens esculpidas de Babilônia.
Toda a sua terra será envergonhada, e todos os seus mortos cairão no meio dela. Os céus, a terra e tudo o que neles há cantarão de alegria por Babilônia, pois do norte virão contra ela os devastadores, declara o SENHOR.” Babilônia também cairá por causa dos mortos de Israel;
por causa de Babilônia também caíram os mortos de toda a terra. Vocês que escaparam da espada, sigam, não parem!
Lembrem-se do SENHOR de longe, e que Jerusalém venha ao seu coração. “Estamos envergonhados, pois ouvimos insultos.
A desonra cobriu nosso rosto, pois estrangeiros entraram nos santuários da casa do SENHOR.” “Por isso vêm dias, declara o SENHOR, em que castigarei suas imagens esculpidas, e em toda a sua terra gemerá o ferido de morte. Ainda que Babilônia suba aos céus e fortifique no alto seu baluarte, de minha parte virão devastadores contra ela, declara o SENHOR.” Ouve-se um grito de Babilônia e grande destruição da terra dos caldeus, pois o SENHOR está devastando Babilônia e faz desaparecer dela sua grande voz.
Suas ondas rugem como muitas águas;
ressoa o estrondo de suas vozes. Pois um devastador veio contra ela, contra Babilônia;
seus guerreiros foram capturados, seus arcos foram quebrados.
Porque o SENHOR é um Deus de retribuição;
certamente retribuirá. “Embriagarei seus governantes e seus sábios, seus governadores, seus magistrados e seus guerreiros.
Dormirão um sono eterno e não despertarão, declara o Rei, cujo nome é SENHOR dos Exércitos.” Assim diz o SENHOR dos Exércitos: “As largas muralhas de Babilônia serão inteiramente demolidas, e suas altas portas serão queimadas.
Os povos trabalharam em vão, e as nações se cansaram apenas para o fogo.” Esta é a ordem que o profeta Jeremias deu a Seraías, filho de Nerias, filho de Maaseias, quando este foi com Zedequias, rei de Judá, à Babilônia, no quarto ano de seu reinado. Seraías era o encarregado do alojamento. Jeremias escreveu num só rolo toda a calamidade que viria sobre Babilônia, todas estas palavras escritas contra Babilônia. Jeremias disse a Seraías: “Quando chegar a Babilônia, cuide de ler todas estas palavras. Diga: ‘SENHOR, tu falaste contra este lugar, para destruí-lo, de modo que não haja nele morador algum, nem ser humano nem animal, mas que se torne uma desolação para sempre.’ Quando terminar de ler este rolo, amarre nele uma pedra e jogue-o no meio do Eufrates. E diga: ‘Assim Babilônia afundará e não se levantará, por causa da calamidade que trarei sobre ela; e ficarão exaustos.’” Até aqui as palavras de Jeremias.
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